Qual o imbecil quer ser empresário?

20 de agosto de 2013
Quer ser empresário? Toma jeito, pense no futuro, vá ser funcionário público! Se pegar um diploma de doutor, mesmo sendo burro, estudando numa dessas “escolas pagou? Passou!”, vá gozar as delícias da vitaliciedade, da irremovibilidade, do pagamento gordo em dia, sem qualquer problema para o bolso do “patrão”…

Houve um dia que surgiu um governante sério que instituiu no Brasil um Ministério da Desburocratização e, como nos filmes que costumam dar lições de moral, ética, honestidade, honradez, etc., colocou ali um dos sujeitos mais honrados que encontrou, Hélio Beltrão, que passou a demolir a maldita burocracia que se constitui num suplício para a sociedade, que paga a maior carga tributária do mundo.

Ser empresário é suportar 68 obrigações fiscais e parafiscais; a maior carga tributária do mundo (em torno de 36%); um negócio chamado de Justiça do Trabalho, que é um massacre sobre quem dá emprego, tem que pagar salário em dia, previdência social que não funciona e as chamadas fiscalizações que não podem retornar ao posto sem autuações, que podem destruir os sonhos de quem quer ser empresário.

Todo santo dia surge uma inovação, um organismo novo para extorquir a bolsa daqueles que se aventuram à vida empresarial. Interessante, no Brasil, cada setor público, de acordo com o prestígio político do chefe, tem um salário diferente, número de remunerações que chegam até 15 salários “mensais” por ano, afora as chamadas gratificações por antiguidade, tempo de serviço, auxílio paletó, gravata, cueca com dólares, as vezes favorecendo o sujeito que não tem necessidade nem para bater o ponto, quando não é o protegido do chefe e tem vantagem de não se perfilar diante do relógio para imprimir seu dedo no ponto eletrônico, que passou a enfeitar até os botequins…

Com objetivo de regular as relações comerciais entre consumidores e comércio, o governo, através dos seus burocratas, inventou o Procon. Acontece que um burocrata mais sabido inventou o Juizado de Pequenas Causas. Se um comprador adquiriu uma engenhoca eletrônica por R$ 190,00 e apresentou defeito, o que vai acontecer, com sua reclamação é a loja dar outro aparelho novo, explicando melhor para que ele não o ligue na voltagem errada. Se o comprador for esperto e recorrer ao Juizado de Pequenas Causas, pode tirar na loteria sem precisar jogar. Uma decisão de um juiz malvado pode dar-lhe de presente uma decisão irrecorrível, por danos morais, um prêmio de R$ 20.000,00 (vinte mil reais).

Perguntar não ofende: qual o imbecil quer ser empresário?

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